domingo, julho 03, 2005

Same old Queen

Com uns anitos a mais, é certo, mas com um poder quase sobrenatural que fez com que aqueles que hoje os viram de perto nunca mais esqueçam tal momento.

Uma noite simplesmente fantástica, onde os ingleses mostraram que velhos são os trapos. Com uma sonoridade um pouco diferente, mais rock, a modos do Paul Rogers (que, não sendo nenhum Freddy Mercury, também é muito, muito bom), fizeram com que valesse a pena ouvir Fingertips antes de entrarem em palco.

Estava lá (quase) tudo; faltou o "Bicycle race" e o "Friends will be Friends" e, claro, Freddy Mercury. Conseguiram compensar com dois solos: um de Roger Taylor (nunca tinha visto ninguém tocar bateria assim!) e outro de Brian May, que, caro João, se o visses ao vivo, rendiaste à evidência de que, quando comparado com ele, qualquer outro parece banalíssimo.

Dois grandes momentos: no primeiro, na ponta do estrado que entrava pelo público, Brian May sentado sozinho com uma guitarra dedicou "Love of my life" a Freddy Mercury, conseguindo arrepiar todos, inclusive ele próprio que saiu a chorar; no segundo, a voz de Freddy a cantar as primeiras linhas de "Bohemian Rapsody", acompanhada por imagens suas em vida.

Não sou propriamente a pessoa mais idónea para falar deste concerto; outros dirão que não foi grande coisa. Mas pelo facto de ter sido a primeira vez, e possivelmente última, que cá estiveram, valeu todos os cêntimos.

Carlos Barrocas

2 Comments:

Blogger erü said...

Pode ser. Mas Daron Malakian nunca há-de ser banal :)

6:44 da manhã  
Blogger Daniela said...

God has saved the Queen.

1:12 da tarde  

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