quarta-feira, outubro 05, 2005

Até quando?

Depois da eliminação da taça UEFA (é certo que mais por culpa dos jogadores - não será sempre? - do que por opções do banco), da já anterior queda na pré-eliminatória da Liga dos Campeões e das consecutivas péssimas exibições na Liga (mesmo mantendo-se apenas a dois pontos do líder), até quando Peseiro vai continuar a comandar a seu bel-prazer um candidato ao título?

Pelas reacções dos responsáveis da SAD que abandonaram a equipa em Paços de Ferreira, até Dias da Cunha bem entender. Ele que já no fim da época passada reforçou a sua confiança no treinador que perdeu o título na penúltima jornada; e a final da taça UEFA em casa; e a hipótese de qualificação directa para a Liga dos Campeões com a humilhação caseira diante do Nacional. Mais: Dias da Cunha reforçou os poderes de um homem que carrega o estigma de todas estas derrotas numa só semana, facto que os adeptos fazem questão de lhe relembrar semana sim, semana sim.

Os sportinguistas não estão tristes com a prestação no campeonato. Aliás, o Sporting está a fazer um começo bem melhor do que no ano passado. Do que os sportinguistas estão fartos é de vitórias morais e do "quase" na ponta da língua. Mas mesmo estando fartos, já se contentavam com umas exibições de encher o olho ou uns resultados menos bons depois de um massacre ao adversário. O problema de Peseiro é que nem isso consegue, causando uma antipatia tão grande entre ele e o público, que os próprios jogadores se sentem intimidados, não conseguindo jogar o melhor que sabem, tal é a pressa de acalmar a ira que vem das bancadas.

Com o crédito esgotado e a cabeça a prémio, daqui a duas semanas vamos ver que tipo de treinador é Peseiro: dos bons, que podem ganhar muitos troféus e ganhar lugar na história; ou dos maus, que está destinado a perder e só tem pulso para treinar equipas pequenas.

Carlos Barrocas