quinta-feira, agosto 24, 2006

Deste Lado do Espelho

Morangos com flores ( e belas !)

Ó Johnny, se a série mostrasse os pequenos e as pequenas nas actividades que apontou, as carpideiras de serviço diriam logo 'que linda imagem que estão a dar da juventude, não haja dúvida !' Sem complexos, afirmo que, dado haver pouca alternativa, vejo os 'Morangos', quando tenho paciência. Já lá se referiu o uso da droga, da gravidez na adolescência, da anorexia, do 'bulling'. A representação pode ser fracota (mas tem de se começar por algum lado, não é ?), o argumento pode ser forçado, kékessáde fazer, enfim, produzir um longo texto em série, para ir p´ró ar todos os dias deve dar um trabalhão ! Quanto à 'Flor' que também é 'bella' ( com dois éles e tudo, quem terá sido a mente inspirada ? ) é um peditório pelo qual a TVI já passou, com coisas como o 'Anjo Selvagem' e sucedâneos. A menina pobre, honrada como uma Vestal e pura como a água da chuva, relaciona-se com o rapaz riquinho e antiquado, disputado por uma megera. Depois de muitas peripécias que dão para que a coisa dure, dure, dure, meu Deus, como isto dura, a menina pobre terá a sua recompensa e arrebatará o rapaz. Luciana Abreu, que ultrapassou a difícil barreira do júri do 'Ídolos', não canta mal e tem telegenia q.b. Alguém na mesma SIC a aconselhou a aproveitar bem a onda de popularidade, pois esta pode passar tão depressa como o Verão. Entretanto, as meninas hão-de melgar os pais, para que estes lhes comprem as roupas (só as de etiqueta !), as sapatilhas e tudo o mais que à imaginação dos fabricantes aprouver. Bom, antes gastar nisso do que na farmácia.

Anunciaram hoje que Plutão perdeu a patente de planeta e desceu a soldado raso, ou melhor, a planeta- anão. Planeta -anão !? Karrai de berzabum querem fazer com o pobre Plutão ? O pobre deve estar arrasado ! Desde já aqui deixo o meu total apoio áquele que eu aprendi que vinha logo a seguir a Nepturno.

Cheers !

P.S. Afinal, há alternativa aos 'Morangos'. Na 2, uma aranha está deliciada, a devorar um gafanhoto. Digam lá se a realidade não imita, na perfeição, a ficção ...

Double cheers