quarta-feira, outubro 05, 2005

Wow!

"Margarida Rebelo Pinto sempre se queixou da incompreensão e da indiferença do meio literário. Com alguma razão, reconheça-se. Afinal, é a escritora mais lida em Portugal, vende dezenas, centenas de milhares de livros, e a crítica literária, ocupada no seu próprio tédio, nunca tem tempo para a ler. Ignora-a. Não faz o seu papel, não emite opiniões fundamentadas e especializadas. É inaceitável, por exemplo, que os portugueses, pelo menos aqueles que a lêem, se vejam privados das solenes meditações de um António Guerreiro ou de um Manuel de Freitas, isto para referir apenas dois nomes, dos mais destacados, que representam as últimas gerações da crítica literária jornalística. Ora isto é de uma injustiça feroz. Perante tal situação, perante a crónica incapacidade dos críticos para lidar com obras de inusitado êxito comercial, decidi mergulhar, de cabeça, na obra completa de Margarida Rebelo Pinto, até agora oito livros: cinco romances – Sei Lá (SL), Não Há Coincidências (NHC), Alma de Pássaro (AP), I’m in Love with a Pop Star (LPS), Pessoas Como Nós (PCN) – e três colectâneas de crónicas e minificções publicadas em jornais e revistas – As crónicas da Margarida (CM), Artista de Circo (AC) e Nazarenas & Matrioskas (NM). Todos eles foram lidos, relidos, minuciosamente sublinhados, rabiscados e anotados nas margens, as páginas dobradas, amarrotadas e vincadas."

E eu que me achava uma valentona (como dizem os brasileiros) por ter entrado em Carcavelos este fim-de-semana! João Pedro George sim, é corajoso e valente! Eis o resultado. Bravo!

Susana

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Fiquei satisfeito por ver que afinal são várias as pessoas que não reconhecem características notáveis na escrita de Margarida Rebelo Pinto. Pode ter tido sorte ao encontrar a fórmula do sucesso mas isso não impede que os seus livros sejam de uma banalidade gritante.
Que é feito do Miguel? Não vejo há algum tempo nenhum comentário dele.

7:42 da tarde  
Anonymous João Campos said...

Anonymous: de banalidades estão os nossos tops de vendas cheios. Os nossos e muitos outros. O caso de Margarida Rebelo Pinto não é apenas sorte. É moda. Tal como Paulo Coelho, Dan Brown (sem tirar qualquer mérito a este) e tantos outros. Se fosse moda ler Joan Vinge tínhamos os autocarros da Carris e os metros cheios de gente a devorar a Rainha de Gelo.
Já agora, o Miguel deixou o blog há algum tempo. Definitivamente, em princípio. Mantive o nome e a efígie porque fez parte da equipa, e porque espero que ele um dia regresse.

8:30 da tarde  

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