quarta-feira, fevereiro 01, 2006

A neve não veio de Kyoto

E essa é a questão, Maria Helena. Não é Kyoto, ou o desrespeito por ele, que são os responsáveis pelas alterações climatéricas do presente. Kyoto, na melhor das hipóteses, será uma forma de tentar abrandar um processo já de si irreversível. A questão é que o protocolo, para além de não ser reconhecido por metade da comunidade científica (que considera as suas premissas não válidas), é mais político do que ecológico. Para a França, por exemplo, seria extremamente conveniente que os Estados Unidos se comprometessem a reduzir as suas emissões de gases. Mas os Estados Unidos não são o problema. Pensemos nas potências que estão a emergir no novo contexto político e económico. Não seria mais fácil e lógico aplicar nesses países tecnologias industriais menos poluentes? Até porque a Índia e a China são os mais populosos países do mundo. Os Estados Unidos são um excelente bode expiatório, sobretudo para a mentalidade bacoca da Europa. Já vão sendo horas de se acordar para a vida.
João Campos

3 Comments:

Blogger Maria Helena said...

Mas, é ou não verdade que, (cá está !) por razões político-económicas, os EUA são acusados de não ratificarem o protocolo ?

Indústrias não poluentes na Índia e na China ? Pois, sim, mas ... e o dinheirão que custaria ?

8:04 da tarde  
Blogger erü said...

As razões da recusa dos americanos são essencialmente económicas - e daí surgem as políticas, evidentemente. Mas eu retribuo a questão: reconversão tecnológica nos EUA, a fim de ratificar Kyoto? E o dinheirão que isso custaria?

8:24 da tarde  
Anonymous Mitsu said...

concordo ctg João, mas inda assim axo k se os EUA o fizessem isso ajudava...kmo exemplo e ecologicament (embora tds saíbamos k na realidade nd de especial é feito)
bjs

7:41 da tarde  

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