quarta-feira, dezembro 14, 2005

Para acabar, espero, com a discussão

Hi, sis =) Sobre o que escreves aqui:
Com o João, nesses dois pontos (1. Tudo começa, ou devia começar, em casa; 2. O convívio com os outros também é muito importante para a nossa formação enquanto cidadãos), também eu concordo.
Por "ensinar de forma estimulante" entendo a capacidade de levar o aluno a pensar por si próprio e a participar nas aulas (é disso, afinal, que tenho estado para aqui a falar; foi para proporcionar isso que o ensino da ESCS foi concebido tal como foi; é assim que, na minha opinião, a presença do aluno em aula se torna verdadeiramente "rentável", se me é permitido dizer). O que, pelos vistos, não acontece aí. Também. O que é uma pena...
Sorte a vossa se os professores daí continuam a mostrar-se entusiasmados. Os nossos (e lá vai mais uma generalizaçãozita) sentem-se cada vez mais desmotivados. E, sinceramente, não os censuro. Porque compreendo.
O que tens aprendido sobre o 11 de Setembro e a Comissão Europeia é, sem dúvida, muito interessante. Ajudar-te-á, sem dúvida, a perceber melhor o funcionamento do Mundo. Mas isso também a Pips tentou fazer várias vezes, ao alertar-nos para situações gravíssimas como a aniquilação da biodiversidade na Guatemala e a manipulação genética, e foi literalmente gozada pela maior parte da turma. Sempre que a professora se afastou da matéria para referir factos dessa natureza, não faltou quem dissesse que estava mal, que aquilo assim não podia ser, que ela tinha um programa para cumprir, que, se estavam ali, era para ouvir falar de Habermas e Adorno, que sobre eles é que seria o exame, e não sobre batatas e colones.
Pois é. Acho que, para um aluno de Jornalismo, futuro participante de relevo no espaço público, a aprendizagem de determinadas teorias (nomeadamente, no que diz respeito aos efeitos dos media (Wolf), ao funcionamento do espaço público (Habermas) e à forma como os media determinam aquilo que por nós é considerado "verdade" (Hinnis) e interferem com concepções tão fundamentais como as de "estética" e "qualidade" (Mumford, Adorno)) é fundamental. Para não sermos os tais "ignorantes especializados" de que falava não sei que autor castelhano. Para percebermos o funcionamento da "máquina" em que estamos prestes a entrar. O que aprendemos com Habermas, Mumford e Adorno foi mais do que simplesmente "o que eles diziam"; foram diferentes perspectivas para olhar a sociedade enquanto sistema. E isso não vem escrito nos jornais (como vêm os factores do 11 de Setembro; sobre isto até blogers há a falar, isto até (alguns) blogers explicam muito bem explicadinho). Não menosprezo o trágico acontecimento, nem a Comissão Europeia (sobres estes temas falaremos - com muito interesse da minha parte - para o ano, espero). Por agora, adquirir novos "menus" para pensar a realidade faz-me mais falta. A mim, que tenho mais que preocupar em arranjar "armas" para me proteger da tal "máquina" (e outros sistemas que ela manipula e transforma e degrada) do que propriamente com a Comissão Europeia, que fica lá longe, algures na Bélgica.
O que temos de fazer para estar actualizados também já nós aprendemos aqui, com o professor Rui Coutinho, que nos está sempre a falar, da forma mais divertida que possas imaginar, de como as coisas se passam lá na redacção do DN, que nos leva a exposições de fotografia e, até, a sessões de fotografia pela Baixa-Chiado fora! O professor Paulo Moura, volta e meia, também partilha connosco episódios caricatos de reportagens que já fez. Se isto não é estimular para a nossa futura actividade profissional, então não sei o que seja. Estamos no terceiro ano, na altura certa para começar a perceber estas coisas. Os dois primeiros serviram para aprender teorias de base, para adquirir hábitos de raciocínio. E ainda bem que assim foi.

Kiss;)

Susana

4 Comments:

Blogger LittleGirl said...

A discussao acaba aqui ate porque estou cansada de mais para te responder - estive a fazer exame sobre a tal comissao que esta la longe na Belgica - mas acho que seria bom de discutir depois!!Parece que há aí coisas a precisar de esclarecimento, como esse "la longe" na Belgica!!
So que isso o Adorno nao explica..;)

A toute

4:39 da tarde  
Blogger Pakalolo said...

Eu, daqui, não a vejo - é só por isso! (Estou a brincar, como é evidente :p) Parece que o meu "lá longe, na Bélgica" precisa, efectivamente, de ser esclarecido quanto ao que com ele pertendi significar (lol). Fica para a futura discussão, que terei todo o gosto tem ter contigo :)*

5:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

discu.. quê?!!!!!!!!!!!!!

8:15 da tarde  
Blogger Pakalolo said...

DiscuSSão, caro anonymous, discuSSão! :p

2:12 da tarde  

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